ENTREVISTA para ingressar em escola… particular

ENTREVISTA para ingressar em escola… particular

Há cerca de um mês vivi uma experiência no mínimo interessante. Como a escola onde meu filho menor estuda encerrou as atividades, saímos em busca de uma para 2019.

Numa das escolas, marcaram uma entrevista – condição para ingressar na escola (lembre: particular e cara). Tínhamos que ir os três. Sentamos os três diante da pedagoga que definiu onde cada deveria sentar. Fomos alocados: os pais de cada lado do estudante e ele no meio de frente para a “entrevistadora” que ficou atrás do computador lendo as perguntas.

Ela pediu que inicialmente apenas ele respondesse. Perguntou como era seu cotidiano, se ele fazia alguma outra atividade extra-escolar, se ele assistia muito TV ou jogava muito (celular etc), quanto tempo utilizava para estas atividades, se ele se comportava na sala na escola, se fazia as tarefas de casa (como arrumar cama, guardar brinquedos…), que tipo de lanche comia… E a gente ouvindo.

Quando, enfim, os pais puderam falar, ela pediu para ele ficar caladinho e continuou fazendo perguntas agora para nós. Sempre dizendo que já estava quase terminando, até que encerrou a entrevista.

Daí eu perguntei se eu também poderia saber algumas coisas. De susto, ela respondeu que sim. Eu quis saber qual a metodologia da escola, quem era a professora e se poderia ver o livro didático.

Ela se atrapalhou para falar sobre o método, não tinha exemplar do livro para eu ver e disse que não sabia o nome da professora, mas que eu ficasse despreocupado porque eles haviam feito uma chamada de emprego, feito um treinamento com alguns profissionais que depois deram uma aula para a direção da escola e que a pessoa já estava contratada. Ah sim… e que o salário que eles pagam é o melhor da cidade.

Lembrem-se: uma escola particular! E meu filho não era candidato à bolsa. Eu não conseguia entender o porquê de tudo aquilo.

Diante do meu incômodo, eu terminei falando: que para mim (sou professor há mais de 20 anos) saber o método era importante; ver o livro didático e avaliar algumas coisas mesmo que não seja 100% como penso, também era importante; e saber quem era profissional que ia trabalhar com meu filho também. Aí fui eu que me atrapalhei. Acho tão óbvio que os pais possam conhecer os professores dos filhos (esse contato pessoal, humano, não-artificial é importante) que não consegui explicar direito a pedagoga-entrevistadora-recrutadora. Disse apenas que não estava deixando um carro numa oficina onde um selo de qualidade de atendimento é o suficiente para atestar qualidade.

Enfim… meu maior incômodo mesmo foi o processo de admissão. Nós passamos em várias escolas para escolher em qual delas matricular nosso filho, mas ali eu sentia que a escolha não era minha, não era do pagador de mensalidade, não era do cliente, não era do pai preocupado com a educação para o filho. A escolha era da escola. Como empresa, eles é que estavam selecionando seus clientes.

_______________________________

Aconteceu comigo em Marabá-PA.

Se vocês já viram algo semelhante em outro lugar… eu gostaria muito de saber a respeito

Ano novo – ai, aí!

Mensagem de fim de ano que recebi pelo Whatsapp (mais de uma pessoa me mandou) e da qual gostei bastante…

Aí vai:

Ano novo se aproximando. Que tal rever algumas coisas!?

Se você quiser, é claro!

Sabe aquele negócio de… Sorria porque um sorrisso e bláblábá ?

Ria se quiser rir.
Se quiser ficar de cara fechada, fique!
Se quiser ser simpático, seja! Se não quiser, não seja!

Sabe aquele negócio de… ficar perto de pessoas de astral lá em cima (seja lá o que quer que isso signifique)??

Se quiser ficar, fique! Se não quiser, não fique!
Se quiser ficar perto de galera com astral pesado, fique!
Acho até que essa galera com astral lá em baixo está mais precisando de companhia que os de astral porreta!

Sabe aquele lance de acordar cedo para aproveitar mais o dia???

Se quiser acordar cedo, acorde. Se não quiser, durma até a hora que quiser!
Se quiser varar a noite em claro, vare! Tresnoite! Pronto!

Sabe aquele lance de prometer o ano que vem ser melhor??

Se você quiser que seja igual ao anterior, que queira!
Se quiser que seja igual ao anterior do anterior, deseje!

Sabe aquilo de fazer lista de metas e tal?

Faça se quiser, se não quiser não faça!
Quiser rasgar a do ano anterior, rasge!

Sabe as promessas para o ano novo??

Sei lá… Dane-se essas p*** todas de frasezinhas fingidamente boazinhas. Viva! Simplesmente!
Do jeito que você quiser. Viver não tem manual E, se tivesse, seria totalmente individual. O manual de uma pessoa jamais serviria para outra.

Sabe aquele lance de ser resiliente? Fazer como seu mestre mandar…

== … eu suprimi o finalzinho, mas daí você pode completar.

Apps para estudar idiomas

Drops – foi escolhido como o melhor app (geral!) de 2018.
= Eu testei e não gostei.

Busuu – embora não tenha mais o jardim e as busuuberries que funcionavam como incentivo, ainda acho que é um dos melhores.

Memrise – fuja dos cursos criados por usuários. Também gosto muito deste.

Duolingo – Não gostava dele antes, mas soube que foi reformulado e fui testar. Gostei. Ainda tem umas funcionalidades que não entendo, mas é um app muito bom. Na minha preferência, seria o terceiro.

Babbel – Para quem gosta de treinar frases longas e gosta de fazer downloads para estudar offline, este é um dos melhores. Eu recomendo para quem já está em nível intermediário.

Existem outros, Levee, Lingo, Mango, etc, mas eu só conheço estes acima. — Todos eles eu testei em Alemão e Espanhol, (alguns em Italiano). Infelizmente inglês e francês não estão na minha preferência de aprendizado de idioma.

Para aqueles interessados em aprender Alemão, recomendo o app criado pela Deutsch Welle – DW Learn German.

Boicote – a lógica

Boicote!! Boicote!

Boicote Havan! Boicote Marisa! Boicote Carefour! Boicote… o barzinho da esquina!

Eu ainda fico me perguntando qual o sentido dos boicotes a lojas cujos proprietários tenham praticado atos misóginos, homofóbicos, racistas… que tenham coagido funcionários a votar em “A” ou “B”, ou… o caso do cachorro foi meio fora da curva mas está na mesma toada.

Veja bem! Eu estou afinado com todas estas pautas não-hegemônicas!

A questão é: vale a pena boicotar (ou fechar) essas lojas e favorecer o desemprego de atendentes, caixas,embaladores, porteiros, estoquistas… sem estatística oficial, mas imagino que a maioria mulheres, mães solteiras, a maioria moradores de periferias ou áreas de vulnerabilidade social, a maioria negros e negras…

Os empresários, os proprietários, os donos… têm muita gordura para queimar. Têm reserva. Têm outras filiais. O prejuízo de uma loja com menos clientes ou de uma loja fechada nem se compara ao prejuízo que um funcionário pai de família tem ao ser demitido. A demissão representa a perda total de um orçamento familiar.Enquanto isso essas lojas continuam por aí. Seus donos nem de leve ou só de leve são afetados.

Vale a pena mesmo fazer boicotes?