O cartunista Laerte foi perfeito ao resumir o fim do ano nesta imagem:

Em sua conta no twitter, ele mesmo indicou a inspiração ou intertextualidade com Angeli (2001):


RECEITA DE ANO NOVO Carlos Drummond de Andrade Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Ouça este poema de Drummond na locução de voz de Josy Correa, da Rádio Trovadoras.
Nos anos anteriores, eu publiquei um poema, uma crônica e um conto curto.
Este ano vou eu preferi ouvir Drummond.
Eis alguns prints de tela da mesa sobre Cultura e Resistência, na Festa Literária Internacional do Ipojuca – FLIPO 2020.A mesa foi mediada por Antônio Cabral Filho (RJ) e contou também com as seguintes participações. Pedro Cesar Batista (DF); Tereza Lima Diaz (Cuba); Zeh Rocha (PE); Carmen Arelis (Venezuela).
Recorte da minha participação na mesa sobre Cultura e Resistência, na Festa Literária Internacional do Ipojuca – FLIPO 2020.
A mesa foi mediada por Antônio Cabral Filho (RJ) e contou também com as seguintes participações. Pedro Cesar Batista (DF); Tereza Lima Diaz (Cuba); Zeh Rocha (PE); Carmen Arelis (Venezuela).
Minha fala teve como objetivo contextualizar alguns aspectos sócio-político-econômicos da região do Carajás (região sul e sudeste do Pará), a fim de melhor pontuar as ações culturais desenvolvidas na região, especialmente pelos próprios produtores culturais, como formar de resistência e enfrentamento.
Caso deseje assistir a mesa toda, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=aBzG33NCDss
Se quiser ver apenas a minha fala no contexto online com os comentários do público, clique: https://youtu.be/aBzG33NCDss?t=3599
Para mais informações sobre a FLIPO, acesse: http://www.flipo.com.br/

Hoje às 16h é minha participação de uma mesa de debates com outros escritores conversando sobre Cultura e Resistência.
Antônio Cabral Filho (RJ) – Mediador da mesa;
Pedro Cesar Batista (DF); Tereza Lima Diaz (Cuba); Zeh Rocha (PE); Carmen Arelis (Venezuela)…
A mesa faz parte da Festa Literária Internacional do Ipojuca – FLIPO 2020 – e será transmitida neste canal
https://youtube.com/channel/UCxwPjGzu4in4c6W-ny0On5g