Lembranças – Letra (poema) hiphop

Ontem, estava na casa de minha mãe e ouvi no rádio este hiphop. Não conhecia. A letra toda ficou martelando na minha cabeça, mas "quem olha pro meu troféu, mas num vê minha cicatriz" não é algo que se ouve ou lê todo dia.
Quem estuda literatura e poesia, quem gosta de literatura e de poesia, não pode torcer a cara para um trabalho desses. Eu fiquei admirado.

Lembranças – Hungria Hip Hop

Lembrei daquela sexta-feira, pé descalço e poeira
Menino que se achava dono da quebrada inteira
Dibicando pipa saudade, dessa idade
Nunca tive nada, mas tinha minha vaidade
Entre o sonho da bicicleta
Quem sabe a mobilete?
Carrinho de rolimã não atiçava as periguete
E que se foda o personagem que quer me ver infeliz
Que olha pro meu troféu, mas num vê minha cicatriz
Os vizinhos xaropando com o som desses cara-preta
(Não abaixa não, não abaixa não, não abaixa não)
Me deixa longe dessas treta
Não vou perder meu tempo com indireta na minha letra
(Ow, traz outra cerveja pra mim aí!)
Me deixa longe dessas tretas
Essas dona sensual mexe com minha mente
Me deixa muito louco sem usar entorpecente
Mas eu sou paciente, porém meio delinquente
Os olhos observam, mas o coração que sente
Começo pode ser final, final pode ser começo
A escolha de um sonho claro que vai ter um preço
Hoje é rolê de aro 20, champanhe nessa suíte
Tá vendo o lado bom, mas não me viu no maderite
Então quer me taxar de boy, não sabe o meu passado
Quem disse que o favela não pode morar no lago?
E dar um frevo tipo aqueles que rola lá em Dubai
E acordar no outro dia com a ressaca do carai
Lembrei daquela sexta-feira (Foi mal!)
Pé descalço e poeira
Menino que se achava dono da quebrada inteira
Dibicando pipa, saudade dessa idade
Nunca tive nada, mas tinha minha vaidade
Entre o sonho da bicicleta
Quem sabe a mobilete?
Carrinho de rolimã não atiçava as periguete
E que se foda o personagem que quer me ver infeliz
Que olha pro meu troféu, mas não vê minha cicatriz
Os vizinhos xaropando com o som desses cara-preta
(Não abaixa não, não abaixa não, não abaixa não)
Me deixa longe dessas treta
Não vou perder meu tempo com indireta na minha letra
(Ow, traz outra cerveja pra mim aí)
Me deixa longe dessas tretas
Essas dona sensual mexe com minha mente
Me deixa muito louco sem usar entorpecente
Mas eu sou paciente, porém meio delinquente
Os olhos observam, mas o coração que sente
Eu quero a quebrada sorrindo e a tristeza na lona
Os pivete jogando nos time de Barcelona
E se hoje tá de Nike, já teve com os pés no chão
Pra provar que o corpo pobre, a mente rica faz milhão
Quantas vezes meu choro já regou meu sonho?
O pensamento alto igual nuvem no céu
Talvez seja por isso que hoje componho
Meu sentimento num pedaço de papel
Lembrei daquela sexta-feira, pé descalço e poeira
Menino que se achava dono da quebrada inteira
Dibicando pipa, saudade dessa idade
Nunca tive nada, mas tinha minha vaidade
Entre o sonho da bicicleta
Quem sabe a mobilete?
Carrinho de rolimã não atiçava as periguete
E que se foda o personagem que quer me ver infeliz
Que olha pro meu troféu, mas não vê minha cicatriz
Os vizinhos xaropando com o som desses cara-preta
(Não abaixa não, não abaixa não, não abaixa não)
Me deixa longe dessas treta
Não vou perder meu tempo com indireta na minha letra
(Ow, traz outra cerveja pra mim aí)
Me deixa longe dessas tretas
Essas dona sensual mexe com minha mente
Me deixa muito louco sem usar entorpecente
Mas eu sou paciente, porém meio delinquente
Os olhos observam, mas o coração que sente

https://www.youtube.com/watch?v=EiQmbrvvDaY

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