Fragmento (cap 16)

em despropósito
divulgação capa

Eis um trecho do capítulo 16 do meu romance “Em Despropósito (mixórdia)” que será lançado em Marabá em Abril.

“Saindo de Ipixuna para estudar, [Irma] ficaria lá em casa até quando se arrumasse. Arrumou-se comigo. Um come quieto. Para ela, eu era manso para mulher. Desses de comer quieto para me repastar, ter mais bis. Tinha certeza de eu conhecer Marabá, e se duvidasse o sul do Pará, como mãe conhece filho. Estivemos em alguns lugares repetidos principalmente ao aberto, mas também desbravamos uns cantinhos só nossos. Tivemos alguns idílios. Costumava buscá-la no Plínio, no período em que trabalhou como cargo ‘r’. Algumas vezes tomávamos um gostoso sorvete de bacuri no entorno da Praça Duque de Caxias. Outras vezes seguíamos pela orla, que já era bela, apesar das ruínas de obra e implosão malogradas. Ainda não era essa de hoje, mas nós aproveitávamos luares e luas naquelas escadas à margem do Tocantins nos meses de estio. Por vezes, namoramos feito adolescentes em praça submersa aproveitando cheia. Aquilo era coisa mágica. Tínhamos contados os degraus que davam ao rio: quarenta e três, mas à enchente, o Tocantins cobria-nos o pescoço. Uns irresponsáveis; a praça farta de pessoas, lavando roupas, louças, carros, motos… e nós de festinha. O quanto gostávamos aquilo, não tem conta. Tinha também as serestas na UFPA, no Tapiri, e voz e violão num e noutro bar, Tontura, Ideal, Choperia… Cheguei a pensar em levá-la para a Toca do Manduquinha. Marcelo estaria tocando naquele sábado e nós não perderíamos aquilo. Deixaria ela descansar sua meia hora pós-lúdica, sussurraria qualquer coisa em seu ouvido. O dia teria sido fadigoso e, fora um ou outro petisco da geladeira, nada a mais de comida, aquilo era de nos dar uma fome de comer todos os espetos do Sr. Manoel. Ela fosse tão apaixonada por Marabá quanto eu, eu planejaria dar-lhes alianças ali na amurada do Tocantins.” (páginas 64-65) Continue Lendo “Fragmento (cap 16)”

Poemas musicalizados

Jamilson, da turma de Letras 2011 de Capanema, e Yara Furtado, da turma de Letras 2011 de Bragança (juntamente com o Grupo de Rabecas de Bragança), apresentaram dois poemas de minha autoria já musicalizados por Paulo Cardoso (de Marabá). Jamilson manteve a interpretação anterior para o poema Escritura (leia o poema), já o Grupo de Rabecas fez uma outra versão para a Elegia da Noite (leia o poema), (re-)capturando ao som das rabecas a tristeza própria da elegia.

Espólio (conto) em Diversos Afins 50

Meu continho “Espólio” está lá na Quinquagésima Leva da Revista Virtual Diversos Afins – http://diversos-afins.blogspot.com
Nela também tem muita gente boa. Fabrício Brandão no email circular destaca: “- uma exposição fotográfica dos trabalhos de Antonio Paim
– a pequena sabatina com o cantor e compositor Paulinho Moska
– intensidades poéticas em Maria da Conceição Paranhos, Paulo Tavares, Ana Peluso, Luis Benítez, Iracema Macedo, Rubén Liggera, Sonia Regina, Jorge Elias Neto e Assis de Mello
– a prosa dos dias de Abilio Pacheco, Gerusa Leal, Alice Fergo e Augusto Cavalcanti – o convite cinéfilo no universo das linhas de Larissa Mendes – a musicalidade de Jabu Morales e Gisele de Santi “