Fontes de Pesquisa Bibliotecas Digitais

Recebi e resolvi publicar. É muito importante que fontes boas de pesquisa sejam conhecidas e utilizadas.

Para ampliar sua pesquisa acadêmica e sua experiência de leitura, o IUPERJ elaborou uma lista com 30 sites nacionais e internacionais em que é possível baixar livros e ler online de maneira legal e gratuita.

1. Citeseer – Portal de artigos da National Scientific Foundation dos EUA

2. Scielo – Portal de periódicos Scielo

3. Anpocs – Trabalhos apresentados na ANPOCS anterior:

4. Plataforma Democrática – Biblioteca virtual da plataforma democrática

5. BVCE – Biblioteca virtual de ciências humanas

6. SSRN – Social science research network

7. Isi knowledge – Web of Science

8. Scholar.google – Google Scholar

9. Free full pdf – Over 80 million free scientific publications

10. Universia Reúne mais de 1.000 arquivos, incluindo biografias de cineastas, textos científicos sobre comunicação e clássicos da literatura universal.

11. Open Library Projeto que pretende catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em vários idiomas.

12. Brasiliana O site da Universidade de São Paulo (USP) disponibiliza cerca de 3000 mil livros para download de forma legal. Há livros raros e documentos históricos, manuscritos e imagens.

13. Blog Midia8 Página reúne mais de 200 links de livros sobre comunicação em português, inglês e espanhol para ler online e fazer download.

14. Casa de José de Alencar A Biblioteca Virtual do site do pai do romance brasileiro disponibiliza para download gratuito 14 de suas obras, incluindo romances e peças de teatro.

15. Read Print Essa espécie de livraria virtual oferece mais de 8 mil títulos em inglês para estudantes, professores e entusiastas de clássicos.

16. Biblioteca Digital de Obras Raras O site idealizado pela Universidade de São Paulo (USP) é direcionado a pesquisadores. Oferece mais de 30 obras completas em diferentes idiomas.

17. Portal Domínio Público– Biblioteca virtual criada para divulgar clássicos da literatura mundial, oferece download gratuito de mais de 350 obras.

18. Saraiva A rede de livrarias disponibilizou recentemente 148 livros para download em PDF gratuito. O leitor precisa apenas fazer um cadastro e baixar o aplicativo de leitura para ter acesso às obras.

19. Biblioteca Nacional de Portugal Entre os destaques do portal está um site dedicado ao escritor José Saramago. Nele estão disponíveis manuscritos do autor.

20. Machado de Assis Criado pelo MEC, o site disponibiliza a obra completa do escritor em pdf ou html para leitura online. Estão lá crônicas, romances, contos, poesias, peças de teatro, críticas e traduções.

21. Instituto Liberal Clássicos do pensamento político liberal.

22. FUNAG – Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). Mais de 400 livros relacionados com Relações Internacionais, Política Externa Brasileira, Geografia, Economia e História do Brasil.

23. Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) Integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras, e também estimula o registro e a publicação de teses e dissertações em meio eletrônico.

24. Biblioteca Mundial Digital Oferece milhares de documentos históricos de diferentes partes do mundo. Multilíngue, o material está disponível para leitura online.

25. Dear Reader Esse é um clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. Após o cadastro, o usuário passa a receber diariamente um trecho, cerca de dois a três capítulos de livros.

26. eBooks Brasil Oferece livros eletrônicos gratuitamente em diversos formatos.

27. Projeto Gutenberg Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.

28. Biblioteca Clacso – Rede de Bibliotecas Virtuais de Ciências Sociais da América Latina e Caribe.

29. Unesp Aberta – Criado pela reitoria da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita, o site disponibiliza material pedagógico gratuitamente. Desenvolvidos para os cursos da universidade, o material está aberto s para consulta em diversos formatos.

30. Biblioteca Celso Furtado – Há mais de mais de 200 textos, num total de 4000 mil páginas impressas e 7 volumesencadernados disponíveis.

Atenciosamente,

Coordenação de Pesquisa e Inovação – IUPERJ

Falácias sobre a literatura

Só para pensar:

Falácias sobre a literatura

1. “A ficção melhora a vida das pessoas.” — Duvido que ler Céline ajude um funcionário de banco a trabalhar com mais eficiência, arrumar uma namorada ou parar de beber.

2. “Há muita inveja no meio literário.” — Sim (dizem), mas com os amigos é o contrário. Torcemos para que seus livros sejam bons, porque dilemas éticos dão certa preguiça: em algum momento precisaremos decidir se os elogiamos hipocritamente, talvez em público, ou deixamos a amizade avinagrar.

3. “Quem lê best-sellers acaba passando para obras mais complexas.” — Só se fizer um esforço que no começo parece inútil, o que a maioria não está disposta a fazer. Por que enfrentar textos que soam árduos e/ou incompreensíveis? Só porque alguém –quase sempre uma pessoa mais velha, solitária, pobre e sem carisma– diz que haverá uma recompensa ao final?

4. “O maior pecado de um escritor é ser chato.” — Contrariando o item anterior, há um prazer específico, que pode ser intenso e viciante, em emergir de um monólogo introspectivo de 900 páginas –às vezes em prosa opaca, sem enredo, humor ou concessões– como um sobrevivente.

5. “Tudo já foi dito.” — Pegue alguns dos temas que estão por aí –polícia moral de Twitter, por exemplo– e conte quantas boas histórias foram publicadas a respeito.

6. “Todos os modos de dizer já foram tentados.” — Assim como cada pessoa tem um timbre de voz, cada autor é capaz de ser bom ou idiota à sua maneira.

7. “A linguagem é capaz de tudo.” — Apenas dentro dos próprios limites. Um cheiro só pode ser descrito com metáforas e associações, que não são e nem mesmo definem o cheiro em si.

8. “O texto ficcional é autônomo.” — Dá para acreditar nisso, como no Papai Noel da isenção, mas a referência de toda escrita é a memória do seu autor, que não necessariamente é a memória de coisas vividas. Só uso a palavra “casa” porque sei o que é uma casa –já morei numa, já entrei em outras tantas, já vi fotos e filmes e ouvi relatos a respeito–, e isso também é autobiografia.

9. “Não há muitos livros sobre futebol no Brasil.” — Frase repetida a cada lançamento de obra sobre o tema.

10. “Há poucos estudos acadêmicos sobre literatura contemporânea.” — Frase repetida a cada notícia de estudo do gênero.

11. “Há cada vez menos espaço para resenhas.” — Ok se desconsiderarmos a invenção da internet.

12. “Escrever contos exige tanto sacrifício quanto escrever romance.” — Sei que é um gênero difícil e tal, mas estou usando critérios objetivos: os anos de dedicação e concentração, os casamentos terminados, os remédios para a lombar.

13. “O escritor é um trabalhador como qualquer outro.” — Diga isso para um cortador de cana.

14. (A falácia oposta, de que se trata de um habitante das esferas elevadas da compreensão humana, é ainda pior: no mínimo, porque gera metáforas do tipo artista no fio da navalha/no olho do furacão/à beira do abismo.)

15. Frase de Henry James, se não me engano, que poderia ser a resposta à preferência atual –muito apreciada em cursos de escrita criativa– por concisão, contenção e exatidão: “Adjetivos e advérbios são o sal e o açúcar da literatura”.

16. (Dá para dizer algo parecido contra outras regras da moda: as que vetam personagens escritores, narradores em primeira pessoa, metalinguagem, capítulos curtos, romances políticos e enredo policial, livros despretensiosos ou que se levam a sério, autores que mendigam popularidade fazendo listinhas.)

17. (Queria aproveitar para falar umas verdades sobre a crítica, os cadernos de cultura, as políticas governamentais de incentivo ao livro, as editoras, os tradutores, os revisores e preparadores, sem contar os leitores e alguns colegas e também meus inimigos e seus familiares, mas o espaço está terminando e melhor deixar para outra).

18. Raduan Nassar numa entrevista à “Veja”, 1997, resumindo a importância do que foi dito nos parágrafos acima: “Eu gosto mesmo é de dormir (…). É um momento de magia quando você, só cansaço, cansaço da pesada, deita o corpo e a cabeça numa cama e num travesseiro. Ensaio, prosa, poesia, modernidade, tudo isso vai para o brejo quando você escorrega gostosamente da vigília para o sono”.

Por Michel Laub em [http://www1.folha.uol.com.br/colunas/michellaub/2013/07/1313009-falacias-sobre-a-literatura.shtml] Folha de São Paulo, ilustrada, 19/07/2013.

Do pronunciamento de Dilma

Do pronunciamento de Dilma

Ontem nossa presidente (que numa gestão democrática se dá o direito de fazer um ato de violência civil contra a gramática de língua portuguesa e faz descer goela abaixo dos gramáticos mais conservadores uma flexão de gênero que não é gramaticalizada nem de uso corrente) fez um pronunciamento para abrandar ânimos. Como sua fala vem após reuniões com vários de seus ministros, dentre eles a ministra-chefe da casa civil, deveríamos entender que é resultado desse diálogo. Aqui já despontam alguns dos principais equívocos do pronunciamento. A “voz das ruas” não é a voz dos ministros. Se fosse, a possibilidade de haver manifestação seria menor. Alguns desses ministros têm exatamente o perfil sufocante que tanto tem apertado a população brasileira a ponto de um ou outro tem o apelido delicado de ‘trator’ (o mesmo trator que parece passar à luva de pelica sobre quem deveria ser mais rígido/a). Há também um equívoco complexo (que resultou nesse ato corajoso de falar com o povo por dez minutos): Continue Lendo “Do pronunciamento de Dilma”

A voz das ruas

A voz das ruas

A insatisfação é geral! O movimento que teve início após as manifestações em São Paulo e que nos próximos dias ainda resultarão em protestos em várias outras capitais e outras cidades do Brasil (além dos apoios de brasileiros que estão morando em outros países) é fruto de uma insatisfação geral. O Brasil vai bem na foto. Todo cidadão Europeu, pensa que aqui não existe crise, que o país (por estar em ascenção econômica sendo o quinto/sexto mais rico) resolveu seus problemas internos mais gritantes, que os brasileiros estão usufruindo dessa rica e que são hoje o que um cidadão europeu era há 30 anos, que a população tem acesso a direitos básicos com qualidade. Mas não é nada disso. “Quem quiser venha, mas só um de cada vez”, como diz a letra do Mosaico de Ravena (e eu tenho sempre a impressão que na Amazônia a coisa está muito pior). E afinal, quais os porquês dos protestos? Continue Lendo “A voz das ruas”

Caminhos das pedras

Caminho das pedras

Abilio Pacheco

Essa é uma expressão muito comum em se tratando de dar dicas para quem quer se tornar um escritor (literário) ou para quem quer seguir uma profissão que exige algo mais que a técnica. Já é mais do que óbvio, posto já ser deveras repetido, que para se tornar um bom escritor, o ideal é ler, ler bastante. Acrescento ainda que o ideal é ler bastante do gênero de texto que você pretende escrever. Para ser um bom poeta, leia bons poetas. Para ser um bom romancista, leia os bons romancistas.

No finzinho da adolescência, fui cheio de espinhas, empacotado num macacão do SENAI até o campus da Universidade Federal do Pará em Marabá procurar um professor de Literatura para ele me sugerir algum livro (teórico – acho que eu queria um manual ou algo assim) que me ensinasse a escrever poesia. O professor Gilson Penalva, que mais tarde de seria meu orientador de monitoria, exatamente da disciplina Teoria Literária, desconversou, disse-me da inutilidade que seria a teoria, que não haveria material didatizado sobre o assunto e, como eu insisti, terminou me encaminhando para um outro profissional do magistério. Sugeriu que eu fosse falar com uma professora do ensino médio de uma escola estadual.

Ora, eu não sou metade Continue Lendo “Caminhos das pedras”