Obrigada, condenado

Obrigada, condenado!

Por Anna Aleixo

Neste ano, em fevereiro, completa 10 anos que o meu nome saiu no listão da UFPA. Então, nesse período, peguei um momento em que o Brasil estava mudando de rumo no que diz respeito a políticas públicas. Mesmo com todas as dificuldades que eu enfrentava (quem conhece a minha história sabe do que eu estou falando) consegui passar no vestibular (com a ajuda do projeto social PAV – PROJETO ALUNO VENCEDOR – Coordenado pelo professor Rocha Netto II) e mudar para Castanhal (aí que as dificuldades dobraram). Tive uma bolsa permanência (financiada pelo governo federal) a qual me ajudou a realmente “permanecer na universidade”. Consegui me formar. Antes de conseguir “empregos” trabalhei por muito tempo em um projeto do governo chamado “Mais educação” (Rodei castanhal de uma ponta a outra trabalhando nesse projeto em que se ganhava pouco, mas que era tudo o que eu tinha). Deus foi tão maravilhoso comigo que hoje traço uma vida de sucesso e prosperidade. E, sem medos de críticas de qualquer pessoa digo: foi com ajuda do governo, que é apedrejado, consegui (por meio do Minha Casa Minha Vida) a minha casa própria em Castanhal. Pois é, finalmente dei a casa que sempre prometi a minha mãe desde criança. Consegui comprar um carro; comprar terreno; fazer alguns investimentos. Sim, por meio da minha dedicação e ajuda do presidente que hoje é um condenado. Se for culpado, que seja preso! Mas nunca deixarei de agradecer a pessoa que, até então nenhum presidente havia feito, ajudou a dar uma vida mais digna a uma filha de um pedreiro com uma dona de casa.
Hoje, estou bem. Graças a Deus. Mas agradeço as pessoas que sempre me ajudaram. Então, podem falar o que quiserem, mas a mudança no Brasil e na minha vida, enquanto brasileira, é nítida.
Não falo por ninguém, falo daquilo que tenho propriedade em falar. Falo sobre a HISTÓRIA DA ESTÓRIA DA MINHA VIDA.

Observação:
Texto postado no mural do Facebook de Anna Monica Aleixo um dia após a condenação do ex-presidente Lula  pelos três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4.

Fontes de Pesquisa Bibliotecas Digitais

Recebi e resolvi publicar. É muito importante que fontes boas de pesquisa sejam conhecidas e utilizadas.

Para ampliar sua pesquisa acadêmica e sua experiência de leitura, o IUPERJ elaborou uma lista com 30 sites nacionais e internacionais em que é possível baixar livros e ler online de maneira legal e gratuita.

1. Citeseer – Portal de artigos da National Scientific Foundation dos EUA

2. Scielo – Portal de periódicos Scielo

3. Anpocs – Trabalhos apresentados na ANPOCS anterior:

4. Plataforma Democrática – Biblioteca virtual da plataforma democrática

5. BVCE – Biblioteca virtual de ciências humanas

6. SSRN – Social science research network

7. Isi knowledge – Web of Science

8. Scholar.google – Google Scholar

9. Free full pdf – Over 80 million free scientific publications

10. Universia Reúne mais de 1.000 arquivos, incluindo biografias de cineastas, textos científicos sobre comunicação e clássicos da literatura universal.

11. Open Library Projeto que pretende catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em vários idiomas.

12. Brasiliana O site da Universidade de São Paulo (USP) disponibiliza cerca de 3000 mil livros para download de forma legal. Há livros raros e documentos históricos, manuscritos e imagens.

13. Blog Midia8 Página reúne mais de 200 links de livros sobre comunicação em português, inglês e espanhol para ler online e fazer download.

14. Casa de José de Alencar A Biblioteca Virtual do site do pai do romance brasileiro disponibiliza para download gratuito 14 de suas obras, incluindo romances e peças de teatro.

15. Read Print Essa espécie de livraria virtual oferece mais de 8 mil títulos em inglês para estudantes, professores e entusiastas de clássicos.

16. Biblioteca Digital de Obras Raras O site idealizado pela Universidade de São Paulo (USP) é direcionado a pesquisadores. Oferece mais de 30 obras completas em diferentes idiomas.

17. Portal Domínio Público– Biblioteca virtual criada para divulgar clássicos da literatura mundial, oferece download gratuito de mais de 350 obras.

18. Saraiva A rede de livrarias disponibilizou recentemente 148 livros para download em PDF gratuito. O leitor precisa apenas fazer um cadastro e baixar o aplicativo de leitura para ter acesso às obras.

19. Biblioteca Nacional de Portugal Entre os destaques do portal está um site dedicado ao escritor José Saramago. Nele estão disponíveis manuscritos do autor.

20. Machado de Assis Criado pelo MEC, o site disponibiliza a obra completa do escritor em pdf ou html para leitura online. Estão lá crônicas, romances, contos, poesias, peças de teatro, críticas e traduções.

21. Instituto Liberal Clássicos do pensamento político liberal.

22. FUNAG – Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). Mais de 400 livros relacionados com Relações Internacionais, Política Externa Brasileira, Geografia, Economia e História do Brasil.

23. Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) Integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras, e também estimula o registro e a publicação de teses e dissertações em meio eletrônico.

24. Biblioteca Mundial Digital Oferece milhares de documentos históricos de diferentes partes do mundo. Multilíngue, o material está disponível para leitura online.

25. Dear Reader Esse é um clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. Após o cadastro, o usuário passa a receber diariamente um trecho, cerca de dois a três capítulos de livros.

26. eBooks Brasil Oferece livros eletrônicos gratuitamente em diversos formatos.

27. Projeto Gutenberg Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.

28. Biblioteca Clacso – Rede de Bibliotecas Virtuais de Ciências Sociais da América Latina e Caribe.

29. Unesp Aberta – Criado pela reitoria da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita, o site disponibiliza material pedagógico gratuitamente. Desenvolvidos para os cursos da universidade, o material está aberto s para consulta em diversos formatos.

30. Biblioteca Celso Furtado – Há mais de mais de 200 textos, num total de 4000 mil páginas impressas e 7 volumesencadernados disponíveis.

Atenciosamente,

Coordenação de Pesquisa e Inovação – IUPERJ

Falácias sobre a literatura

Só para pensar:

Falácias sobre a literatura

1. “A ficção melhora a vida das pessoas.” — Duvido que ler Céline ajude um funcionário de banco a trabalhar com mais eficiência, arrumar uma namorada ou parar de beber.

2. “Há muita inveja no meio literário.” — Sim (dizem), mas com os amigos é o contrário. Torcemos para que seus livros sejam bons, porque dilemas éticos dão certa preguiça: em algum momento precisaremos decidir se os elogiamos hipocritamente, talvez em público, ou deixamos a amizade avinagrar.

3. “Quem lê best-sellers acaba passando para obras mais complexas.” — Só se fizer um esforço que no começo parece inútil, o que a maioria não está disposta a fazer. Por que enfrentar textos que soam árduos e/ou incompreensíveis? Só porque alguém –quase sempre uma pessoa mais velha, solitária, pobre e sem carisma– diz que haverá uma recompensa ao final?

4. “O maior pecado de um escritor é ser chato.” — Contrariando o item anterior, há um prazer específico, que pode ser intenso e viciante, em emergir de um monólogo introspectivo de 900 páginas –às vezes em prosa opaca, sem enredo, humor ou concessões– como um sobrevivente.

5. “Tudo já foi dito.” — Pegue alguns dos temas que estão por aí –polícia moral de Twitter, por exemplo– e conte quantas boas histórias foram publicadas a respeito.

6. “Todos os modos de dizer já foram tentados.” — Assim como cada pessoa tem um timbre de voz, cada autor é capaz de ser bom ou idiota à sua maneira.

7. “A linguagem é capaz de tudo.” — Apenas dentro dos próprios limites. Um cheiro só pode ser descrito com metáforas e associações, que não são e nem mesmo definem o cheiro em si.

8. “O texto ficcional é autônomo.” — Dá para acreditar nisso, como no Papai Noel da isenção, mas a referência de toda escrita é a memória do seu autor, que não necessariamente é a memória de coisas vividas. Só uso a palavra “casa” porque sei o que é uma casa –já morei numa, já entrei em outras tantas, já vi fotos e filmes e ouvi relatos a respeito–, e isso também é autobiografia.

9. “Não há muitos livros sobre futebol no Brasil.” — Frase repetida a cada lançamento de obra sobre o tema.

10. “Há poucos estudos acadêmicos sobre literatura contemporânea.” — Frase repetida a cada notícia de estudo do gênero.

11. “Há cada vez menos espaço para resenhas.” — Ok se desconsiderarmos a invenção da internet.

12. “Escrever contos exige tanto sacrifício quanto escrever romance.” — Sei que é um gênero difícil e tal, mas estou usando critérios objetivos: os anos de dedicação e concentração, os casamentos terminados, os remédios para a lombar.

13. “O escritor é um trabalhador como qualquer outro.” — Diga isso para um cortador de cana.

14. (A falácia oposta, de que se trata de um habitante das esferas elevadas da compreensão humana, é ainda pior: no mínimo, porque gera metáforas do tipo artista no fio da navalha/no olho do furacão/à beira do abismo.)

15. Frase de Henry James, se não me engano, que poderia ser a resposta à preferência atual –muito apreciada em cursos de escrita criativa– por concisão, contenção e exatidão: “Adjetivos e advérbios são o sal e o açúcar da literatura”.

16. (Dá para dizer algo parecido contra outras regras da moda: as que vetam personagens escritores, narradores em primeira pessoa, metalinguagem, capítulos curtos, romances políticos e enredo policial, livros despretensiosos ou que se levam a sério, autores que mendigam popularidade fazendo listinhas.)

17. (Queria aproveitar para falar umas verdades sobre a crítica, os cadernos de cultura, as políticas governamentais de incentivo ao livro, as editoras, os tradutores, os revisores e preparadores, sem contar os leitores e alguns colegas e também meus inimigos e seus familiares, mas o espaço está terminando e melhor deixar para outra).

18. Raduan Nassar numa entrevista à “Veja”, 1997, resumindo a importância do que foi dito nos parágrafos acima: “Eu gosto mesmo é de dormir (…). É um momento de magia quando você, só cansaço, cansaço da pesada, deita o corpo e a cabeça numa cama e num travesseiro. Ensaio, prosa, poesia, modernidade, tudo isso vai para o brejo quando você escorrega gostosamente da vigília para o sono”.

Por Michel Laub em [http://www1.folha.uol.com.br/colunas/michellaub/2013/07/1313009-falacias-sobre-a-literatura.shtml] Folha de São Paulo, ilustrada, 19/07/2013.