Meditação ao Tocantins – declamação

No último dia 26 de Julho, durante o V Sarau da Lua Cheia, na praia do Tucunaré, em Marabá, meu poema Meditação ao Tocantins foi lido e declamado na abertura pelo poeta e confrade da Academia de Letras do Sul e Sudeste do Pará, poeta, escritor, professor e historiador Airton Souza.
O Sarau é um evento mensal (nas noites de lua cheia, claro) em lugares diferentes a cada edição e é organizado pelos poetas de Marabá.
Eu fico muito feliz com o fato de a poesia estar no ar e nas vozes em Marabá e estou lisonjeadíssimo com a declamação de meu poema.
Vocês mereciam um amigo mais próximo. Vejam mais sobre o sarau em: http://olhardoalto.blogspot.com.br/2013/07/v-sarau-da-lua-cheia-praia-lua-cheia.html.

Meditação ao Tocantins foi uma das homenagens que fiz a Marabá pelos seus 100 anos. Ele foi publicado na Antologia Literária Cidade especial volume 10, teve a primeira das oito partes declamada por Samuel Costa (poeta de Ponta de Pedras) e em breve fará parte de uma antologia publicada no Sul do Brasil onde também estarão presentes Affonso Romano Sant’anna, Marina Colasanti, Ferreira Gullar.

Vejam a declamação.

Sobre o meditação ao tocantins

Sobre o Meditação ao Tocantinspor Airton Souza

O escritor, poeta, romancista, professor, antologista e outras definições mais, Abilio Pacheco nos brinda neste volume da Antologia Literária Cidade com a “meditação ao Tocantins”. Um apego amoroso à terra onde viveu grande parte de sua vida, a Cidade de Marabá. Neste texto, o eu-lírico, através das Memórias/Históricas, joga de forma lúdica com os termos. Vejamos por exemplos alguns versos: de olhos arenosos e rubros; a lata de quido loiro; que bem banham marabá; a voz não vale o verso olvido (grifos meu) estes versos nos mostram a consciência/consistência das palavras presentes no poema e o jogo consensual que só a linguagem pode permitir. Há um enigma indesvendável presente na “meditação ao Tocantins”. É verificável que o amor não ensinou, mas, fez crer. Como pode isso se suceder?