Hallow Reis

 Hallow Reis

Segunda-feira passada foi Dia de Reis. Pena que esta festividade popular tão comum no nordeste brasileiro não o seja por aqui. Talvez nos interiores da Amazônia ocorra, mas em Belém, não que eu saiba. Qualquer ano desses, passo o dia 06 de janeiro, em Coroatá-MA, cidade da minha infância, a fim de acompanhar o reisado. Esta crônica, entretanto, não é exatamente sobre o Dia de Reis.

Sobre a perda dessa tradição do reisado geralmente ouço lamentos no mês de outubro, por ocasião do Halloween. Continue Lendo “Hallow Reis”

A obrigação de ser feliz

A obrigação de ser feliz

Numa postagem no Facebook, li Simone Pedersen falar da tristeza que é o Natal, época do ano em que as pessoas têm obrigação de ser felizes, ou ao menos parecerem felizes. É verdade, vejo, sinto isso; vejo também uma certa obrigação de solidariedade como escrevi numa crônica perdida que publiquei em 2000. As pessoas nem sempre estão sendo solidárias e promovendo um Natal melhorzinho para aqueles que vão passar o ano novo todo na penúria. Elas estão massageando-se. Estão buscando uma espécie de alívio para a própria culpa. A culpa de ter enquanto muitos não têm. E o Natal é a época do ano mais propícia a isso. A pressão pela felicidade, a pressão para ser/parecer bom, a pressão pela fraternização… Pressão que existe o ano todo, porém em menos despotismo.

Trabalhei 2 anos e meio numa escola atípica Continue Lendo “A obrigação de ser feliz”