Vozes do silêncio II

Esta quarta, 21 de março, foi publicado na minha coluna Vozes do Silêncio, Revista Contemporartes, ISSN 2177-4404, coordenada por Ana Maria Dietrich e Rodrigo Machado, o texto intitulado “Literatura (nada) infantil” que versa sobre literatura e história brasileira recente, mais especificamente sobre a literatura produzida para crianças.
http://revistacontemporartes.blogspot.com.br/2012/03/literatura-nada-infanti l.html
O texto do mês passado
(http://revistacontemporartes.blogspot.com/2012/02/anos-verdes-verde-lodo-e- verde-musgo.html) sobre a produção de Luiz Fernando Emediato recebeu comentários que merecem ser lidos. Fiquei grato, surpreso, feliz pelo fato do próprio autor ter deixado um comentário.

Vozes do silêncio

Esta quarta, 29 de fevereiro, foi publicada minha coluna Vozes do Silêncio na Revista Contemporartes, ISSN 2177-4404, coordenada por Ana Maria Dietrich e Rodrigo Machado.
O texto da coluna deste mês é intitulado “Anos verdes: verde lodo e verde musgo” e versa sobre literatura de resistência, mais especificamente sobre a produção de Luiz Fernando Emediato.
Aguardo sua visita e sugiro ainda que dê uma boa passeada por toda a revista. Estou certo que você vai gostar:

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Folha de Concreto CD

Folha de Concreto é um trabalho poético realizado por Clei de Souza, poeta e professor da UFPa, e Jeová Ferreira, poeta e músico marabaense.
O título do cd é uma alusão aos bairros no núcleo urbano da Nova Marabá (Marabá-Pa), cujo mapa é o desenho de uma castanheira.
Os autores fazem uma incursão lírica extremamente moderna lançando olhos por uma cidade que vai se metropolizando.
Das cantigas de barqueiros nos primórdios da literatura local, passando pelo lirismo amoroso, cáustico e social de Frederico Morbach e Ademir Braz, creio que agora a literatura concreta, neo-concreta, chegou a Marabá.
Versando sobre a cidade (especialmente na faixa-título), no que ela tem em seus aspectos citadinos num viés urbano cujo aspecto rural pouco se vê (embora ainda exista), Clei de Souza e Jeová Ferreira empreendem um exercício poético musical, num caráter verbi-voco-visual, que merece atenção e destaque nas letras de Marabá e região. A vinculação estética ao (neo-)concretismo é bastante evidente e não à toa que a faixa Terra em trânsito (instrumental) tem epígrafe de Max Martins, um poeta urbe et orbe, glocalizado. Epígrafe que pode se estender para o trabalho todo.
Para ser universal, podemos até cantar a aldeia (como afirmou Tolstoi), mas a aldeia hoje é globo, por isso não basta o local fechar-se num regionalismo hermético assim como não é possível aceitar culturas alienígenas passivamente, o global e o local se exigem, e exigem dialética. É nesta dialética que vincula fortemente o caráter local ao global, e vice-versa que vejo um dos méritos desta empreitada lírico-musical.

Abilio Pacheco
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Capa CD.pdf

Faixa – Folha de Concreto
Faixa – Territórios
Faixa – Mercado de Ferro
Faixa – Terra em trânsito