Seminário 2018

Links para os textos-base dos seminários da disciplina Teoria Literária a serem apresentados em Capanema: 12, 13 e 14 de Novembro.

1 – Crítica Sociológica
[critica literaria] Critica sociologica.pdf
Exemplo de aplicação no romance As Meninas, de Lygia Fagundes Telles – Aqui.
Fazer aplicação usando o conto “O Condominio”, de Luís Fernando Veríssimo.

2 – Estética da Recepção e Teoria do Efeito Estético
Apenas o capítulo 1. – Leia também: Ensino de literatura e estética da recepção. Veja também neste link]
Exemplo de Aplicação com o conto “A missa do Galo”, de Machado de Assis. clique aqui.
Fazer aplicação usando o conto “O Relógio de Ouro”, de Machado de Assis.

3 – Autoria Feminina e Crítica Feminista
[critica literaria] Autoria Feminina.pdf (*) e [critica literaria] Critica Feminista (*).
Exemplo de Aplicação com um conto de Clarice Lispector. clique aqui ou esta outra opção.
Fazer aplicação usando o conto “A moça tecelã”, Marina Colasanti.

4 – Novo Historicismo
Novo Historicismo (*)
e também este texto de Gustavo Vargas Cohen.
Exemplo de Leitura na ótica do novo historicismo.
Fazer aplicação usando o conto Negrinha, de Monteiro Lobato.

5 – Estudos Culturais e Minorias étnicas e sexuais
[critica literaria] estudos culturais (*) e
[critica literaria] Minorias etnicas e sexuais (*)
Exemplo de aplicação: Mia Couto e a reescrita da historia.
Fazer aplicação usando o conto A Estória do ovo e da galinha, de Pepetela (pág 108-124)

6 – Literatura e Psicanálise
[critica literaria] literatura e psicanalise.pdf (*)
Exemplo de aplicação no conto O Espelho de Guimarães Rosa, clique aqui.
Fazer aplicação usando este conto de Marina Colasanti; ou um desses quatro da mesma autora.
Utilizem apenas o viés freudiano da psicanálise. Dependendo do texto que forem analisar, leiam também este texto.

7 – Literatura Comparada
Texto de Antonio Candido e Texto de Tânia Franco Carvalhal.
Exemplo de Aplicação com um conto de Clarice Lispector. Clique aqui ou esta outra aplicação aqui.
Fazer aplicação usando os textos “Os Músicos de Bremen” e “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque (as letras também fazem parte do texto, vocês podem encotrá-las no site oficial do autor: www.chicobuarque.com.br)

(*) A referência do livro de onde foram tirados os capítulos cujos links estão indicados nesta página é BONNICI, Thomas, ZOLIN, Lúcia Osana. (org.). Teoria Literária: Abordagens Históricas e Tendências Contemporâneas. Maringá: Editora da Universidade Estadual de Maringá, 2003.

Abilio Pacheco

Manifesto da Literatura

Amigos e amigas, escritores e professores envolvidos com literatura. O texto que transcrevo é de Julian Fuks, escritor. Trouxe-o do Facebook para cá. _____________________________________

Caros, caras, Diante do descalabro que parece iminente nestas eleições, me pediram que escrevesse este “Manifesto da Literatura pela Democracia”, a ser subscrito por escritores e escritoras e demais profissionais do livro. Com a articulação de Guilherme Tauil, já reunimos gente muito boa, como Raduan Nassar, Chico Buarque, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Roberto Schwarz, Diamela Eltit, Mia Couto, Bernardo Kucinski, e tantos outros com quem tenho orgulho de me juntar. Quem quiser assinar, pode fazê-lo por aqui: https://literaturapelademocracia.wordpress.com/

Haverá também um ato na Tapera Taperá, no dia 26/10, às 19h, para reunirmos forças e palavras, e para enfrentarmos juntos esse horror que nos afronta. Cedo ou tarde, a democracia, a liberdade, a empatia, hão de se impor. Conto com vocês.

manifesto da Literatura

Hodierno

Hodierno
Abilio Pacheco

 

Encontro-me entristecido neste tempo de flores
Que recendem sussurros muito de leve,
Pouco nítidos, em voz reticente e breve
E que eu nem bem os consigo sentir direito.

É um tempo de sons persistentes, repetidos,
Como num conhecido bolero de ritmo em crescente
De todo repetido pouco menos de dois centos de vezes
Porém de se vencer o entendimento de modo frouxo
Ou preferível pelo repetir insistentemente o invero

Meu ouvido foge de ser conduzido por esse ritmo
Recuso-me ser um simples resiliente neste movimento
Pleno de homens e mulheres que vejo rotos
Esse som eu dessigo-o de lento e ouço-me
Por inteiro descrente de meus olhos níveis e ouvidos mocos

Dia dos professores – 2018

Boa noite,

Não está nada fácil dizer simplesmente “Feliz dia dos professores”.
Lembrar a importância de nossa profissão. Dizer das lutas, embates, vitórias, desafios…
Repetir – quem sabe – alguns chavões e clichês… que temos uma missão, um dom (coisas muitíssimo questionáveis). Falar do nosso papel transformador, da diferença que fazemos (para o bem ou para o mal) na vida de nossos alunos e alunas.
Num momento político, complicado e conturbado, confuso e convulso… num momento em que qualquer palavra parece ser ideologicamente ou politicamente direcionada. Num momento em que sabemos que – qualquer que seja o resultado – nós teremos muito trabalho pela frente, dentro e fora de sala de aula, dentro e fora de escolas e faculdades, nas ruas, nas praças, por onde quer que a gente passe…

Eu recebi uma quantidade muito grande de mensagens… (cada ano aumenta mais). Textos puros, mensagens autorais, gifts, poemas, poemas de cordel… videos (videos eu não vi nenhum… Se eu for contar a minutagem total eu acho que levaria duas horas ou mais).
Observando todo o todo material que recebi, eu percebo que há um desejo muito grande de dizer qualquer coisa que as palavras não estão dando conta.
Sinto como se a pessoa tivesse um vontade de ser recíproca a uma generosidade quase incompreensível, como se quisesse compensar-nos por algo que ela sabe que não obtemos mas que ela também não dá conta de nos compensar, como se estivesse mergulhada numa enorme percepção de injustiça mas ao mesmo tempo numa impotência muito grande por não poder interferir.

Talvez tudo se resuma em Gratidão.
Esse sem-palavras que encontra guarida na postagem ou no texto, gift, poema, video que é postado nas redes, ou enviado diretamente em pv ou inbox. Eu imagino que fique ainda uma sensação de “não foi exatamente o que eu queria dizer”. Ou… uma sensação de que não foi o suficiente.

Esse sentimento… de ano a ano mais débil para uns e mais violento para outros… é um dos melhores presentes.
Precisamos – e isso é muito importante – que ele se transforme também em luta, ativismo, participação, manifestação cotidiana e que esteja sempre presente.

Quem sabe a gente possa ter mais felizes dias dos professores e não apenas 15 de outubro.

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Abilio Pacheco – professor de literatura, UFPA, Campus Universitário de Bragança

PS: Quando falo de ativismo cotidiano eu tenho em mente, por exemplo, o que vi na Alemanha, em 2015. Os pais da escola onde meu filho estudava fizeram (aliás, fizemos; eu também participei) manifestações pedindo aumento salarial para os professores. Eu relato isto num texto que publiquei em: https://abiliopacheco.com.br/2016/10/14/um-pequeno-alento-para-este-coracao-docente/