Carmina de Magister Ludi

Carmina de Magister Ludi: o estilo tardio em Max Martins
Abilio Pacheco de Souza

RESUMO: Neste ensaio apresentamos apontamentos sobre o estilo tardio conforme Adorno e Edward Said e a partir de aí proceder a leitura do poema “X” de Max Martins. Para tanto, propomos estender/distender os significados já operacionalizados para o estilo tardio, de modo a lançar como hipóteses sobre o estilo tardio: sua força de ‘dínamo’ da história literária (avanços e recuos desta), a gênese das obras tardias como resultado da (com)pressão do passado (da tradição) e do futuro (de sua pervivência – das Fortleben), e a relação entre o estilhaçamento formal, a desagregação do ser e a laceração do corpo. A apropriação e a distensão destes sentidos possibilita um entendimento pouco frequente para a poesia de Max Martins e sugere a interpretação do poema “X” dentro do contexto sócio político da ditadura militar no Brasil.

Moara – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN: 0104-0944

Número 46 – Jul a Dez de 2016 – Dossiê Max Martins

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Obrigada, condenado

Obrigada, condenado!

Por Anna Aleixo

Neste ano, em fevereiro, completa 10 anos que o meu nome saiu no listão da UFPA. Então, nesse período, peguei um momento em que o Brasil estava mudando de rumo no que diz respeito a políticas públicas. Mesmo com todas as dificuldades que eu enfrentava (quem conhece a minha história sabe do que eu estou falando) consegui passar no vestibular (com a ajuda do projeto social PAV – PROJETO ALUNO VENCEDOR – Coordenado pelo professor Rocha Netto II) e mudar para Castanhal (aí que as dificuldades dobraram). Tive uma bolsa permanência (financiada pelo governo federal) a qual me ajudou a realmente “permanecer na universidade”. Consegui me formar. Antes de conseguir “empregos” trabalhei por muito tempo em um projeto do governo chamado “Mais educação” (Rodei castanhal de uma ponta a outra trabalhando nesse projeto em que se ganhava pouco, mas que era tudo o que eu tinha). Deus foi tão maravilhoso comigo que hoje traço uma vida de sucesso e prosperidade. E, sem medos de críticas de qualquer pessoa digo: foi com ajuda do governo, que é apedrejado, consegui (por meio do Minha Casa Minha Vida) a minha casa própria em Castanhal. Pois é, finalmente dei a casa que sempre prometi a minha mãe desde criança. Consegui comprar um carro; comprar terreno; fazer alguns investimentos. Sim, por meio da minha dedicação e ajuda do presidente que hoje é um condenado. Se for culpado, que seja preso! Mas nunca deixarei de agradecer a pessoa que, até então nenhum presidente havia feito, ajudou a dar uma vida mais digna a uma filha de um pedreiro com uma dona de casa.
Hoje, estou bem. Graças a Deus. Mas agradeço as pessoas que sempre me ajudaram. Então, podem falar o que quiserem, mas a mudança no Brasil e na minha vida, enquanto brasileira, é nítida.
Não falo por ninguém, falo daquilo que tenho propriedade em falar. Falo sobre a HISTÓRIA DA ESTÓRIA DA MINHA VIDA.

Observação:
Texto postado no mural do Facebook de Anna Monica Aleixo um dia após a condenação do ex-presidente Lula  pelos três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4.