Resistência e testemunho na Literatura Pan-amazônica

Resistência e testemunho na literatura Pan-Amazônica
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Data de apresentação: 20 de Novembro
Livro de Resumos: sim. Texto de Leitura: sim.
Anais com ISSN: sim. Texto enviado: não!
Preferi preparar o texto final para enviar para uma revista.
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A “memória tribal” de Ademir Braz como Testemunho
Prof. MSc. Abilio Pacheco de Souza
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Resumo: A Literatura de Testemunho se vincula a duas vertentes de produção e de crítica: uma hispano-americana e outra alemã. Ambas costumam ser denominadas conforme sua língua de origem: Testimonio e Zeugnis. Enquanto esta se refere a um evento específico em sua origem (a Shoah ou Holocausto), a outra se refere a onisciência da violência no continente. Enquanto a narrativa do Zeugnis parece apresentar uma finalidade mais individual no campo da psicanálise, a narrativa do Testimonio apresenta um aspecto mais coletivo ligado a luta de povos e minorias subjugadas e silenciadas. Ambas são representativamente importantes para o “Tribunal da História”. Esta produção literária não precisa ser lida como gênero literário mas como uma manifestação (face) da literatura a partir da secunda metade do século passado. Mais relevante que o gênero é o teor testemunhal da produção literária recente (Seligmann-Silva, 2005). Seja na América Latina, seja na Alemanha, a produção literária testemunhal integra uma cartografia mundial da violência. Da mesma maneira, parte da literatura brasileira (especialmente a produção pós-64) também assume um “teor testemunhal”. O testemunho brasileiro, entretanto, ficcionaliza características do testimonio e do Zeugnis e se diferencia dessas tendências devido a ausência da verdade narrativa empírica. Nesta comunicação, iremos discorrer sobre estes conceitos, a fim de compreender o testemunho poético de Ademir Braz no poema “A memória tribal narrada por um sobrevivente” que integra a parte central de seu livro Esta Terra, de 1982, juntamente com “A Terra Mesopotâmica do Sol” e “1900 e sempre”. Lúcio Flávio Pinto, que prefaciou o volume, afirma que esta parte do livro é seu “ponto alto, uma contribuição maior ao acervo poético humano”. Em nossa leitura, “A memória tribal narrada por um sobrevivente” é um texto de natureza poética com fortes vínculos sociais e compromisso ético com a realidade história e contextual de Marabá.
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Palavras-chave:
literatura amazônica, literatura latino-americana, literatura de testemunho, literatura de marabá.

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