Luciana Hidalgo sobre Despropósito

Caro Abílio,
finalmente tive tempo para ler seu “Em despropósito (mixórdia)”.
Muito bem escrito. Parabéns. Boa história, a da Irma/Irmã. Muito bem ambientada, a história, no Brasil de Bartolomeu, do nosso velho e violento patriarcado, de mulheres marcadas a ferro. A sua descrição de Marabá (pp.68-69) é um dos meus trechos preferidos – além de outras tantas frases bem trabalhadas alinhavando a prosa. Gosto muito também da metaficção, que permeia toda a narrativa. Incrível, no final, saber que o “não-romance” é fruto de “notas de terapia”. Lembrei-me imediatamente de Serge Doubrovsky e seu “Fils”, é claro. Mas pode ser apenas ficção. Daí a curiosidade: trata-se de uma autoficção? Grande abraço, Luciana.

lucianahidalgo

Luciana,
Eu utilizo boa parte da minha experiência de viver a região sul e sudeste do Pará (este pedaço da Amazônia Brasileira) e também a experiência do trânsito que fiz por lugares onde os personagens passam, mas o romance não é uma auto-ficção.
Grato pela leitura e pelo comentário,
Abilio Pacheco