abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

Meditação ao Tocantins

Posted by Abilio Pacheco em 22 de março de 2013

“Meditação ao Tocantins” revela um apego amoroso à terra onde viveu grande parte de sua vida, a Cidade de Marabá. Neste texto, o eu-lírico, através das Memórias/Históricas, joga de forma lúdica com os termos. Vejamos por exemplos alguns versos: de olhos arenosos e rubros; a lata de quido loiro; que bem banham marabá; a voz não vale o verso olvido (grifos meu) estes versos nos mostram a consciência/consistência das palavras presentes no poema e o jogo consensual que só a linguagem pode permitir. Há um enigma indesvendável presente na “meditação ao Tocantins”. É verificável que o amor não ensinou, mas, fez crer. Como pode isso se suceder? (por Airton Souza)

Meditação ao Tocantins

debruço-me em sua amurada
alto de álcool, ébrio de versos
memórias das tardes quentes
de olhos arenosos e rubros
garganta seca de gorjeios
caminhada pausada à borda
pendente na ponta dos dedos
a lata de líquido loiro

meu amor não me ensinou
a ser simples como um barquinho
deslizando nas águas dos rios
que bem banham marabá

 

[…]

[primeira página de oito]

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