poema de natal

À ceia

Abilio Pacheco

À espera do menino-deus
Todos nos reunimos à mesa farta
Em salas limpas e claras.

Senhor, nos dezembros sempre perdoai-nos;
Vós – feito homem – em Belém,
Viestes a nós em manjedoura.

Que vosso (re)nascer na gruta
(suja e escura) de cada coração
venha aclarar-nos e aclinar-nos
paredes, vãos e galerias
de nossos espesso, fissurado ser.

-> Este poema obteve menção honrosa no I Concurso de Natal organizado por Ângela Togeiro.