Por onde começar?

Pesquisa sobre Narrativa de Resistência

Por onde começar?

Sugiro que se inicie visitanto o site do Grupo de Estudos sobre a Ditadura Militar [http://www.gedm.ifcs.ufrj.br/]. Atente para a cronologia da época e estudos sobre o período. Não saia lendo tudo descontroladamente. No início, limite-se a ler a cronologia, depois escolha um estudo por vez e imprima com a intenção de “destrinchá-lo”. Lembre-se: é melhor ter uma quantidade de leituras e dominá-las que ter um vasto repertório e depois não saber relacionar, aplicar ou citar.

Depois leia os textos seguintes, de preferência na ordem indicada:

Marco, Valéria de. Literatura de Testemunho e Violência de Estado. [http://www.scielo.br/pdf/ln/n62/a04n62.pdf]

BOSI, Alfredo. Narrativa e Resistência. In: ____________. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 118-135.

SOUZA, Valmir de. Testemunhos Literários da (e contra) a barbárie no Brasil. [http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XIX/PDF/Autores%20e%20Artigos/Valmir%20Souza.pdf]

GINZBURG, Jaime. Linguagem e Trauma na Escrita do Testemunho. [http://www.msmidia.com/conexao/3/cap6.pdf]

SARMENTO-PANTOJA, Tânia. Escritas da Desintegração. In: Gonçalves, Jadson Fernando Garcia; Ribeiro, Joyce Otânia Seixas; Cordeiro, Sebastião M. Siqueira. (Org.). Pesquisa em Educação: territórios múltiplos, saberes provisórios. Belém: Açaí, 2010. p. 183-215.

Abilio Pacheco

Bragabá lembrança memória

Bragabá
Bragança: Marabá – lembrança: memória

Abilio Pacheco

Bragança: Marabá é uma cidade submersa cuja imagem vítrea permanece no côncavo de meu cristalino de vinte e sete anos. E de onde emerge a pérola do Caeté tal qual a Mesopotâmia de meia década. Se me não canso de emparelhá-las é por ser uma a matriz intacta de que fala Ítalo Calvino e a outra a que nasce e traz à tona a primeira. E assim passei três semanas em Bragabá.

Dez minutos de caminhada rodeado por silêncios: passos rápidos em pisos irregulares, tempo quente, vento brando, calor gostoso de sol de sete e meia da manhã. A torre da telepará marcando o caminho: inerte. Próxima, inalcançável; riscando azul e algodonévoas. UFPA descalçada, poeira e pó da entrada (sem pórtico) até a sala de aula. Camaleões nas árvores cagando e caindo sobre cadernos e alunos. Prédio ad aeternum em construção e Letras buscando espaço…

Mulheres nas portas, homens nas ruas, velhos nas calçadas, motos e motos, bicicletas… crianças correndo, jogando bola, rindo de nada e de tudo. Praça e praça: mini-bugs, pipoca, sanduíches. Praça, igreja, orla e rio. Praça: lazer. Praça: trabalho. Praça: orla, bares, bares e barracas de tacacá.

Ontem a polícia prendeu um bandido: puseram no carro com vidro sem fumê e na frente batedores em businaços. Disseram-me (eu me ouvi dizendo para mim) que aqui isso é comum. A população petrificada se recongela idêntica a outra jazente na retina fatigada. E explodem apupos e aplausos desmanchando-se como as estátuas fossilizadas (na memória).

Ontem deram-me uma carona. Passaram nas bordas da feira. Um bêbado, ou doido, ou apenas um transeunte distraído. Aos meus ouvidos e de meu olvido: busina e palavras, mas o homem apenas adeja até a borda da rua.

Ontem!?

Contos na Revista Tucunduba

Seis contos curtos, contos breves, continhos, conticos… foram publicados na Revista Tucunbuda, ISSN 2178-4558, Ano 01, número 01.
A Revista leva o nome do rio que corta o campus da Universidade Federal do Pará, no bairro do Guamá, em Belém, e é uma publicação da Pró-Reitoria de Extensão da mesma instituição.
A versão virtual da revista pode ser acessada em: http://www.revistaeletronica.ufpa.br/index.php/tucunduba

revistatucundubaabilio.pdf