Obsessão

Obsessão

Abilio Pacheco

Passou a campanha toda falando do outro. O que havia feito. O que poderia ter feito. Promessas não cumpridas. Propostas de campanha.

Havia outros oponentes, mas importava-se mesmo com aquele um.

Foi votar. Posou para foto diante da urna. Pensou como o oponente estaria na outra zona. Imaginou-o. Apertou o número do outro. Como os eleitores do adversário iriam vê-lo na urna? Ia rir na cara dele, quando aproximaram a câmera para filmarem o momento do voto ao som de confirmar.

Sorriu e confirmou.

18 respostas para “Obsessão”

  1. Sabe, professor Abilio, durante muito tempo estive indiferente à qualquer tipo de política. Na verdade, eu tinha aversão à essa palavra. (In)felizmente, percebi que ela está dentro de minha mente, talvez até no sangue que corre em minhas veias. Sinto que não tenho como fugir dela, necessito dela para ser mais cidadã e para cumprir meus deveres e cobrar meus direitos…
    Admiro muito o seu trabalho, e adorei a forma como você “literariesou” a política. Me faz amar ainda mais a literatura e ser mais consciente de que honrar meu voto a cada eleição.
    Parabéns!

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