abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

contico obsessão

Posted by Abilio Pacheco em 1 de outubro de 2010

Obsessão

Abilio Pacheco

Passou a campanha toda falando do outro. O que havia feito. O que poderia ter feito. Promessas não cumpridas. Propostas de campanha.

Havia outros oponentes, mas importava-se mesmo com aquele um.

Foi votar. Posou para foto diante da urna. Pensou como o oponente estaria na outra zona. Imaginou-o. Apertou o número do outro. Como os eleitores do adversário iriam vê-lo na urna? Ia rir na cara dele, quando aproximaram a câmera para filmarem o momento do voto ao som de confirmar.

Sorriu e confirmou.

18 Respostas to “contico obsessão”

  1. Maryzieth Mamede said

    Professor Abilio,
    Saudaçoes!
    Como sempre, seus textos sao otimos e impecaveis.
    Criticas e sinteses na medida certa.
    Parabens!

  2. ADhemyr Fortunatto said

    CARO ABÍLIO PACHECO…
    Isto que é concisão, — dizer muitas coisas, com muito conteúdo, num pequeno texto!
    Parabéns! Gostei muito!
    Outrossim, convido-o também a visitar o meu blog:

    http://adhe.0fra.com

    Abraços.
    Escritor ADhemyr Fortunatto.

  3. Estimado Poeta Abílio,
    Adorei o continho.
    Mas que gostoso é seu site!
    Vou lhe enviar o banner de nossa AVSPE para você colocar aqui.
    Beijos.
    Malu

  4. Boa noite Abílío.
    A política é maravilhosa, está em tudo. Mas fazê-la…É quase tão difícil quanto ‘dar a outra face’ ou ser honesto com o erário público, ser ético em julgar o próximo…
    Política, uma filosofia quase hilária, infelizmente.
    Grande abraço.

  5. Caro parauara Abílio
    Este “contico obsessão” não me deixou dúvidas: Vc colocou num textículo um conto real levado à cena aqui, na Parauaralândia, e com desfecho já bem conhecido. Um cordial abraço do SerPan

  6. Eleutério Gomes said

    Um dos melhores microcontos que eu já li ultimamente.
    Um abraço!

  7. Olá Abílio.
    Muito bom. “O inferno são os outros”

  8. ELLEN said

    Sabe, professor Abilio, durante muito tempo estive indiferente à qualquer tipo de política. Na verdade, eu tinha aversão à essa palavra. (In)felizmente, percebi que ela está dentro de minha mente, talvez até no sangue que corre em minhas veias. Sinto que não tenho como fugir dela, necessito dela para ser mais cidadã e para cumprir meus deveres e cobrar meus direitos…
    Admiro muito o seu trabalho, e adorei a forma como você “literariesou” a política. Me faz amar ainda mais a literatura e ser mais consciente de que honrar meu voto a cada eleição.
    Parabéns!

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