abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

Archive for março \31\UTC 2009

Lançamento do Juraci

Posted by Abilio Pacheco em 31 de março de 2009

Meio em cima da hora:

O poeta paraense Juraci Siqueira lança amanhã (01 de abril), na Estação Gasômetro, dois livros: Incêndios e Naufrágios reunindo três décadas de criação poética e Canto Caboclo ( Também incluído no Incêndios…). Segundo o blog do escritor os livros versam “sobre a temática regional [e servem de homenagem] ao centenário de nascimento do poeta Antônio Tavernard e do romancista marajoara Dalcídio Jurandir”. No site, o próprio Juraci afirma que não lhe é “lícito opinar sobre a qualidade dos mesmos”, mas eu opino de ante-mão. Não conheço as publicações, mas sei que o Juraci é poeta de mão cheia. Pelo que fez de bom em termos de literatura os poucos leitores deste site podem ter certeza: literatura da melhor qualidade.

Abilio Pacheco

Posted in agende-se - anote, literatura amazonica | Etiquetado: , , , , , | Leave a Comment »

Narrativa Breve

Posted by Abilio Pacheco em 31 de março de 2009

Esta lista de contos e o conteúdo programático da Oficina de Narrativa Breve elaborado pelo professor Javier Siedlecki, são dois bons roteiros para ampliar o estudo da narrativa de ficção. O ideal seria fazer o curso com o professor Javier, mas seu Laboratório de Criação fica em Madrid.

Sugiro a leitura dos contos tentando observar neles os tópicos de cada unidade proposta. Veja também no site outras oficinas (criação poética, narração oral, técnicas narrativas…). Veja também a proposta completa (objetivo e metodologia) da Oficina de Narrativa Breve. Se for à Madrid não deixe de apresentar ao professor os meus cumprimentos.

Abilio Pacheco

Leia o resto deste post »

Posted in ufpa - sala virtual | Etiquetado: , , , | Leave a Comment »

Leite Derramado

Posted by Abilio Pacheco em 30 de março de 2009

Chico Buarque lê trecho de seu novo romance!

Visite também o site do livro, veja os comentários de outros leitores, leia o primeiro capítulo e o release de Leyla Perrone-Moisés.

Abilio Pacheco

Posted in chico buarque, literatura brasileira | Etiquetado: , , | Leave a Comment »

Mandamentos do leitor

Posted by Abilio Pacheco em 30 de março de 2009

Dez mandamentos do leitor

Por Alberto Mussa

I – Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.

II – Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.

III – Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.

IV – Perca menos tempo diante do computador, da televisão, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabeleça metas. Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros. Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará nos 900. Com dois por mês, serão 1.440. À razão de um por semana, alcançará 3.120. Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360. É importante escolher bem o que você vai ler.

V – Faça do livro um objeto pessoal, um objeto íntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam. Também é importante criticar o autor, apontar falhas e inverossimilhanças. Anote telefones e endereços de pessoas proibidas, faça cálculos nas inúteis páginas finais. O livro é o mais interativo dos objetos. Você pode avançar e recuar, folheando, com mais comodidade e rapidez que mexendo em teclados ou cursores de tela. O livro vai com você ao banheiro e à cama. Vai com você de metrô, de ônibus, e de táxi. Vai com você para outros países. Há apenas duas regras básicas: use lápis; e não empreste.

VI – Não se deixe dominar pelo complexo de vira-lata. Leia muito, leia sempre a literatura brasileira. Ela está entre as grandes. Temos o maior escritor do século XIX, que foi Machado de Assis; e um dos cinco maiores do século XX, que foram Borges, Perec, Kafka, Bioy Casares e Guimarães Rosa. Temos um dos quatro maiores épicos ocidentais, que foram Homero, Dante, Camões e Jorge de Lima. E temos um dos três maiores dramaturgos de todos os tempos, que foram Sófocles, Shakespeare e Nelson Rodrigues.

VII – Na natureza, são as espécies muito adaptadas ao próprio hábitat que tendem mais rapidamente à extinção. Prefira a literatura brasileira, mas faça viagens regulares. Das letras européias e da América do Norte vem a maioria dos nossos grandes mestres. A literatura hispano-americana é simplesmente indispensável. Particularmente os argentinos. Mas busque também o diferente: há grandezas literárias na África e na Ásia. Impossível desconhecer Angola, Moçambique e Cabo Verde. Volte também ao passado: à Idade Média, ao mundo árabe, aos clássicos gregos e latinos. E não esqueça o Oriente; não esqueça que literatura nenhuma se compara às da Índia e às da China. E chegue, finalmente, às mitologias dos povos ágrafos, mergulhe na poesia selvagem. São eles que estão na origem disso tudo; é por causa deles que estamos aqui.

VIII – Tente evitar a repetição dos mesmos gêneros, dos mesmos temas, dos mesmos estilos, dos mesmos autores. A grande literatura está espalhada por romances, contos, crônicas, poemas e peças de teatro. Nenhum gênero é, em tese, superior a outro. Não se preocupe, aliás, com o conceito de gênero: história, filosofia, etnologia, memórias, viagens, reportagem, divulgação científica, auto-ajuda – tudo isso pode ser literatura. Um bom livro tem de ser inteligente, bem escrito e capaz de provocar alguma espécie de emoção.

IX – A vida tem outras coisas muito boas. Por isso, não tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes. O leitor experiente desenvolve a capacidade de perceber logo, em no máximo 30 páginas, se um livro será bom ou mau. Só não diga que um livro é ruim antes de ler pelo menos algumas linhas: nada pode ser tão estúpido quanto o preconceito.

X – Forme seu próprio cânone. Se não gostar de um clássico, não se sinta menos inteligente. Não se intimide quando um especialista diz que determinado autor é um gênio, e que o livro do gênio é historicamente fundamental. O fato de uma obra ser ou não importante é problema que tange a críticos; talvez a escritores. Não leve nenhum deles a sério; não leve a literatura a sério; não leve a vida a sério. E faça o seu próprio decálogo: neste momento, você será um leitor.

Posted in ufpa - sala virtual | Etiquetado: | 2 Comments »

A diferença entre tu e você

Posted by Abilio Pacheco em 25 de março de 2009

O Presidente de um Banco estava preocupado com um jovem e brilhante diretor que, depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia.
Então o Presidente chamou um detetive e disse-lhe:
-Siga o Diretor Lopes por uma semana durante o horário do almoço.

O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
-O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, vai à sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos
cubanos e regressa ao trabalho.

Responde o Presidente:
-Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.

Logo em seguida o detetive pergunta:
– Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
‘- Sim, claro! – respondeu o Presidente surpreendido!

– Bom, então vou repetir:
O diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai à tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos cubanos e regressa ao trabalho…

Enviado por Zuila.

Posted in língua portuguesa | Etiquetado: | Leave a Comment »