abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

De Matheus Benassuly

Posted by Abilio Pacheco em 10 de fevereiro de 2009

Já tinha um certo afeto por “Poemia” (o poema) e pude desvendar os outros todos que compõem o livro de mesmo nome, mais aqueles que estão no teu Mosaico Primevo (primevo da tua parte, por serem os teus poemas primitivos, não por serem primitivos os teus poemas).

Mesmo que, no auge da tua auto-crítica, tu digas que existam poemas ruins (“ruins mesmo”) no teu livro, eu sou obrigado a discordar. Primeiro, porque esse conceito é relativo. Segundo, porque não reflete plenamente a verdade. O que deve existir (e com certeza existe) é a insegurança que a gente tem em relação ao poema (por ser um gênero que evoca de maneira mais explícita – nem sempre – os sentimentos do indivíduo), e que tu deves sentir em relação a um livro que acaba de sair e ainda está por ser laureado ou defenestrado (o que não acredito que ocorra).

E eu gostei bastante de alguns pontos do livro, como da capacidade que tu tens de fazer com que sintamos o lugar da ficção de maneira sintética e concreta, ora em forma de imagem (na “verbivocovisualidade” de Silvio Holanda, movido por “epigramagrário” e “alone”), ora como simples pista poética dentro de uma linguagem densa e desveladora dos nossos próprios sentimentos.
(por email em 25/01/2009)

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Uma resposta to “De Matheus Benassuly”

  1. Tudo o que disse é verdade, viu? rsrs
    Abilio Pacheco… Grande poeta!

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