abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

Archive for janeiro \31\UTC 2009

Dezembros

Posted by Abilio Pacheco em 31 de janeiro de 2009

O poema “Dezembros” (pág. 41-42) foi publicado no Jornal Aldrava Cultural (de Mariana – MG), Ano IX, nº 74, de out/nov/dez/2008 – Edição Especial. Agradeço publicamente a Andreia Leal pela gentileza e também ao editor J. B. Donadon Leal e ao presidente Gabriel Bicalho.
O jornal tem edição impressa, cuja assinatura parece-me bastante acessível, e é transposto no mesmo ‘formato’ para a internet.
Confira a página principal da presente edição: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_01.gif e o poema publicado na página 04: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_04.gif.
Não deixe de conferir também a página principal do jornal e de explorar tudo que ele oferece: http://www.jornalaldrava.com.br.

Abilio Pacheco

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De Matheus Benassuly

Posted by Abilio Pacheco em 28 de janeiro de 2009

Bonita a capa, Abilio. Ela dá uma idéia do que é um livro de poesias: um mosaico, um arranjo de diferentes poemas, que emanam distintos sentimentos. Além disso, tem um clima urbano e saudosista, por lembrar as antigas ruas de poliedros que ainda povoam o centro histórico de algumas cidades do país e, especialmente, de Belém. Espero poder ler o livro em breve. E, desde agora, desejo-te sucesso com esse teu primeiro “filho” e que ele te abra muitas portas, como eu sei que irá abrir com toda a certeza.

(por email em 11/12/2008.)

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De Stella

Posted by Abilio Pacheco em 26 de janeiro de 2009

Abilio,
Li teu livro. Gostei dos dois, mas preferi Mosaico primevo. Talvez por causa da minha dificuldade em ler poemas mais longos. Mas a transformação de BOÊMIA em POEMIA, passando pela POESIA, é muito criativa. A propósito, li há poucos dias um ensaio do Renato Janine Ribeiro – “O cientista e o intelectual” – no qual ele comenta o quanto o intelectual tem de boêmio. E tu fazes nessa página inicial de POEMIA toda a trajetória iniciada em BOÊMIA. Muito bom!
Volto ao Mosaico primevo. Eu já conhecia Andança. Incrível! como dizes tanto com poucas palavras?! O ritmo de Construção! Gosto dos links que fazes com outros escritores e o destaque é Retrato II.
Vi também que reuniste vários depoimentos de pessoas que conhecem literatura.
Vou continuar lendo…
[…]
Um abraço,
Stella

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Escritura

Posted by Abilio Pacheco em 22 de janeiro de 2009

Escritura

A Eliton Moreira e Ademir Braz

 

Tecer versos é, por força, fazer sulcos em penedos,

Singrar as pedras todas do mar de si ao avesso,

Derramar suores em gotas no fero vigor do remo.

 

É ferir, à quilha da fragata, as artérias espumosas

Das altas internas vagas. É navegar por entre as rochas

E extrair exangues lascas — vergões por dentro e por fora.

 

É talhar a cerrados pulsos as pedras finas, mas duras.

E lapidar relevos pulcros em fendas pouco profundas.

É um árduo trabalho infruto, que só lega palmas sujas.

 

Mas é preciso fazê-lo! Alguém deve abrir as ostras

Abismadas em seu peito para juntá-las a outras

Iguais na casca e no meio, mesmo que estejam ocas.

 

Por fim: crer que vale a pena mineralizar as lavras

Como fulcros ao poema e inertes todas deixá-las

Inativas pelas fendas — palavras amortalhadas.

 

Para que tu, só tu possas sugar o cerne dos versos

Acumulados em poças pelos teus olhares tétricos

Que desmineram as horas e se desmentem eternos.

 

 

 

In: Pacheco, Abilio. Mosaico Primevo. Belém: Ed. do autor, 2008, pág. 15.

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Divulgação

Posted by Abilio Pacheco em 21 de janeiro de 2009

Para divulgar o livro redigi o seguinte texto com o qual perturbei alunos, amigos e colegas de trabalho:

“Depois de mais de 15 anos escrevendo poemas aqui e ali conforme a vontade se impunha, resolvi escolher alguns deles e publicá-los na forma de livro, cujo substantivo do título remete – segundo o dicionário Houaiss – a idéia de incrustação de pequenas peças sobre uma superfície, pavimento composto de ladrilhos ou pequenas peças variadas, pavimentação composta de pequenas pedras brancas e pretas dispostas em calçadas [como em Belém, Bragança, Marabá e outras cidades paraenses] e a conjunto de elementos justapostos ou conglomerados.

Muito deveria discorrer sobre as dificuldades que os autores iniciantes têm de obter apoio para publicação, isto tanto por parte de editoras quanto pelo poder público, mas eu terminaria caindo lugar comum, por ser algo tão notório. Assim, devo dizer que publiquei o livro sem nenhum patrocínio ou apoio governamental, mas acrescento que não fiz um investimento financeiro, pois não busco obter lucros com as vendas, se há algum investimento, ele é meramente subjetivo (até porque pretendo encaminhar uma quantidade significa de exemplares para algumas bibliotecas públicas em várias cidades).

Agora com o livro publicado, conto com a ajuda de colegas de trabalho, de alunos, de amigos e conhecidos, para tentar resgatar os valores gastos com diagramação, revisão, publicação, capa, transporte de exemplares, gasto com correio, etc. (eu mesmo antes não tinha noção de quantas outras coisas se gasta para poder o livro chegar a termo)”.

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