abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

Posts com Tag ‘poema’

dezembros2

Publicado por Abilio Pacheco em 6 de fevereiro de 2009

Atendo a solicitação e ao mesmo tempo sugestão, eis a página do Jornal Aldrava com o poema “Dezembros”.

jornalaldravadedez08p4

Mas o ideal mesmo é visitar o site do Jornal.

Abilio Pacheco

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Elegia de Maria

Publicado por Abilio Pacheco em 3 de fevereiro de 2009

Poema “Elegia de Maria” (pág. 47-8) exposto numa praça em Jundiaí-SP.

Em Jundiai-SP

Em Jundiaí-SP

 

Agradeço a Valquiria G. Malagoti por ter exposto este meu poema em Dezembro/2008 em Jundiaí e também pela referência feita ao meu nome em seu site/blog e no Jornal de Jundiaí.

Abilio Pacheco

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Dezembros

Publicado por Abilio Pacheco em 31 de janeiro de 2009

O poema “Dezembros” (pág. 41-42) foi publicado no Jornal Aldrava Cultural (de Mariana – MG), Ano IX, nº 74, de out/nov/dez/2008 – Edição Especial. Agradeço publicamente a Andreia Leal pela gentileza e também ao editor J. B. Donadon Leal e ao presidente Gabriel Bicalho.
O jornal tem edição impressa, cuja assinatura parece-me bastante acessível, e é transposto no mesmo ‘formato’ para a internet.
Confira a página principal da presente edição: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_01.gif e o poema publicado na página 04: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_04.gif.
Não deixe de conferir também a página principal do jornal e de explorar tudo que ele oferece: http://www.jornalaldrava.com.br.

Abilio Pacheco

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Escritura

Publicado por Abilio Pacheco em 22 de janeiro de 2009

Escritura

A Eliton Moreira e Ademir Braz

 

Tecer versos é, por força, fazer sulcos em penedos,

Singrar as pedras todas do mar de si ao avesso,

Derramar suores em gotas no fero vigor do remo.

 

É ferir, à quilha da fragata, as artérias espumosas

Das altas internas vagas. É navegar por entre as rochas

E extrair exangues lascas — vergões por dentro e por fora.

 

É talhar a cerrados pulsos as pedras finas, mas duras.

E lapidar relevos pulcros em fendas pouco profundas.

É um árduo trabalho infruto, que só lega palmas sujas.

 

Mas é preciso fazê-lo! Alguém deve abrir as ostras

Abismadas em seu peito para juntá-las a outras

Iguais na casca e no meio, mesmo que estejam ocas.

 

Por fim: crer que vale a pena mineralizar as lavras

Como fulcros ao poema e inertes todas deixá-las

Inativas pelas fendas — palavras amortalhadas.

 

Para que tu, só tu possas sugar o cerne dos versos

Acumulados em poças pelos teus olhares tétricos

Que desmineram as horas e se desmentem eternos.

 

 

 

In: Pacheco, Abilio. Mosaico Primevo. Belém: Ed. do autor, 2008, pág. 15.

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