abilio pacheco

professor de literatura (ufpa), escritor e revisor de textos

Arquivo da categoria ‘livro mosaico primevo’

Elegia de Maria

Publicado por Abilio Pacheco em 3 03UTC fevereiro 03UTC 2009

Poema “Elegia de Maria” (pág. 47-8) exposto numa praça em Jundiaí-SP.

Em Jundiai-SP

Em Jundiaí-SP

 

Agradeço a Valquiria G. Malagoti por ter exposto este meu poema em Dezembro/2008 em Jundiaí e também pela referência feita ao meu nome em seu site/blog e no Jornal de Jundiaí.

Abilio Pacheco

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Dezembros

Publicado por Abilio Pacheco em 31 31UTC janeiro 31UTC 2009

O poema “Dezembros” (pág. 41-42) foi publicado no Jornal Aldrava Cultural (de Mariana – MG), Ano IX, nº 74, de out/nov/dez/2008 – Edição Especial. Agradeço publicamente a Andreia Leal pela gentileza e também ao editor J. B. Donadon Leal e ao presidente Gabriel Bicalho.
O jornal tem edição impressa, cuja assinatura parece-me bastante acessível, e é transposto no mesmo ‘formato’ para a internet.
Confira a página principal da presente edição: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_01.gif e o poema publicado na página 04: http://www.jornalaldrava.com.br/N74_Dez_2008/pag_04.gif.
Não deixe de conferir também a página principal do jornal e de explorar tudo que ele oferece: http://www.jornalaldrava.com.br.

Abilio Pacheco

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De Matheus Benassuly

Publicado por Abilio Pacheco em 28 28UTC janeiro 28UTC 2009

Bonita a capa, Abilio. Ela dá uma idéia do que é um livro de poesias: um mosaico, um arranjo de diferentes poemas, que emanam distintos sentimentos. Além disso, tem um clima urbano e saudosista, por lembrar as antigas ruas de poliedros que ainda povoam o centro histórico de algumas cidades do país e, especialmente, de Belém. Espero poder ler o livro em breve. E, desde agora, desejo-te sucesso com esse teu primeiro “filho” e que ele te abra muitas portas, como eu sei que irá abrir com toda a certeza.

(por email em 11/12/2008.)

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De Stella

Publicado por Abilio Pacheco em 26 26UTC janeiro 26UTC 2009

Abilio,
Li teu livro. Gostei dos dois, mas preferi Mosaico primevo. Talvez por causa da minha dificuldade em ler poemas mais longos. Mas a transformação de BOÊMIA em POEMIA, passando pela POESIA, é muito criativa. A propósito, li há poucos dias um ensaio do Renato Janine Ribeiro – “O cientista e o intelectual” – no qual ele comenta o quanto o intelectual tem de boêmio. E tu fazes nessa página inicial de POEMIA toda a trajetória iniciada em BOÊMIA. Muito bom!
Volto ao Mosaico primevo. Eu já conhecia Andança. Incrível! como dizes tanto com poucas palavras?! O ritmo de Construção! Gosto dos links que fazes com outros escritores e o destaque é Retrato II.
Vi também que reuniste vários depoimentos de pessoas que conhecem literatura.
Vou continuar lendo…
[...]
Um abraço,
Stella

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Escritura

Publicado por Abilio Pacheco em 22 22UTC janeiro 22UTC 2009

Escritura

A Eliton Moreira e Ademir Braz

 

Tecer versos é, por força, fazer sulcos em penedos,

Singrar as pedras todas do mar de si ao avesso,

Derramar suores em gotas no fero vigor do remo.

 

É ferir, à quilha da fragata, as artérias espumosas

Das altas internas vagas. É navegar por entre as rochas

E extrair exangues lascas — vergões por dentro e por fora.

 

É talhar a cerrados pulsos as pedras finas, mas duras.

E lapidar relevos pulcros em fendas pouco profundas.

É um árduo trabalho infruto, que só lega palmas sujas.

 

Mas é preciso fazê-lo! Alguém deve abrir as ostras

Abismadas em seu peito para juntá-las a outras

Iguais na casca e no meio, mesmo que estejam ocas.

 

Por fim: crer que vale a pena mineralizar as lavras

Como fulcros ao poema e inertes todas deixá-las

Inativas pelas fendas — palavras amortalhadas.

 

Para que tu, só tu possas sugar o cerne dos versos

Acumulados em poças pelos teus olhares tétricos

Que desmineram as horas e se desmentem eternos.

 

 

 

In: Pacheco, Abilio. Mosaico Primevo. Belém: Ed. do autor, 2008, pág. 15.

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