cancao para 2012
Publicado por Abilio Pacheco em 2 02UTC janeiro 02UTC 2012
canção (desnorteada) para 2012
tenho pra mim que este ano será diferente
tudo indica que não será como o que passou
vejam na tv que já começou deveras desigual
não teve mortes, acidentes, desastres ou explosões
começou sem notícias de bebês nascendo,
sem votos de felicidades, sem fogos de artifício
ninguém prometeu mudar, consertar erros,
fazer diferente, emagrecer ou aprender línguas
tenho pra mim que este ano será diferente
sem reformas em ministérios ou secretarias
sem salário de fome acrescentado um pouquinho
sem novos projetos pessoais, familiares ou públicos,
é que a cartilha rota e gasta não deve mais ser usada
e ano novo nasce como nasce um dia novo
sem mais quê nem por quê
mas farto de quês e por quês
abilio pacheco – 02-01-2012






Therezinha Aparecida Válio Corrêa disse
Caro Abilio, tomara que seja diferente, mas sua poesia ficou linda com o tom irônico.
Bom ano e muito sucesso.
Abraços.
There Válio
Paulo Henrique Sampaio Lima disse
Prezado poeta
Devemos sempre sorrir para a vida, mesmo em momentos difícieis, as rimas podem nos proporcionar ganhos ou perdas, mais, de uma coisa elas não podem negar: a nossa capacidade de criar.
Um abraço
Paulo Lima
Ocilene Quaresma disse
Abilio gostei de seu poema vc é uma pessoa que otimista eu também acho que este será diferente por que quem seriamos sem esperança de dias melhores ousar dizer que tudo é igual ou esta igual é ser pessimista demais e eu como vc acredito em dias melhores por mais dificil que seja existe um Deus que nos guia em direção a uma vida melhor por maior que seja os problemas.
Amiga Ocilene
Maria Kátia disse
Sinto que este será igual a todos os anos passados
Nada me indica uma saída sábia ou diferenciada
Entra dia e sai dia e todos e tudo na mesma conformidade
Há milhares de mortos a me rondar, acidentalmente o câncer me cerca,
Uma verdadeira explosão de desafios
Nunca ouvirei uma voz a me chamar de mãe,ou ouvirei minha mãe me chamar
Sem um afago de uma suposta mãozinha a me afagar ou de suas mãos Mainha a me afagar
Ninguém me avisou das bruscas mudanças, não há tempo de erros consertar,
Nada me faz ser diferente, apenas mais um ‘ser’ que passou…tal uma carta sem remetente
Nada tenho pra mim a não ser uma alegria que em algum canto escondi
Sem querer me pergunto…por onde andei? Se eu mesma não sei…
Se nem tive tempo de ver a vida por mim a passar
Fiz talvez tal qual Carolina, debrucei-me em uma janela e os olhos cerrei
Não sou uma cartilha com rota à decifrar
Meu ano novo não nasceu e jamais há de nascer
Não me questionem em por quês, não vou saber responder
Este fardo tenho carregado de outras eras, por tantas eras
Que já não sei quem sou e em tempo algum não vos poderei dizer
E me questiono sempre…onde estava….por onde andei…que não notei a vida caminhar sem eu a acompanhar?
Maria Kátia Saldanha
pedindo desculpas pela intromissão desde já
Abilio Pacheco disse
Prezado Abílio Pacheco, meu Irmão na Poesia.
Bom o seu poema pricipalmente se analisado com o conteúdo irônico que pincelam seus versos.
Alguns o consideraram otimista, mas eu não consigo. Seu pensamento, camuflado pela ironia, parece-me tão desencantado quanto o meu, com essas “coisas” absurdas que se repetem ano a ano! Este novo ano, começou igualzinho ao que o precedeu! E você sabe disso! Ou não teria chamado sua canção de “desnorteada”.
E torçamos, oremos, protestemos! Façamos, enfim, o que está ao nosso alcance para que 2012 consiga encontrar soluções e oportunidades para que possa encerrar seus dias mais amenamente que o anterior! Os poetas fazem sua parte, protestam, mas continuam, estoicamente, a alimentar esperanças como esta, ainda que desencantados! Feliz ano!
Meu fraterno abraço. Carolina Ramos
(comentário recebido por email)
Manuelina disse
Parabéns, Abílio, seu poema é bonito e gostoso de ler. Remete a uma reflexão sobre a cartilha rota q nós escrevemos. Nos tempos atuais, traduz muito bem os nossos sentimentos cansados de tanto quês e por quês. Este ano, realmente, é diferente, pois olhamos em nossa volta e percebemos o vazio de uma ressaca, de uma enseada de buscas sem respostas.
Nivaldo Joaquim - Escritor disse
Abílio, este ano precisa ser diferente. Bom seria se não tivéssemos noticiários de fome, miséria, guerras…
Bom seria se as pessoas não adoecessem, mas não somente doenças físicas, que todos estivessem livres das doenças do espírito, aquelas que nos tornam insensíveis, egoístas, maldoso. Que bom seria se todos fossem completamente curados, curados de suas feridas do passado, de suas angustias do presente e aliviados dos seus medos do futuro. Ah, este ano precisa ser diferente, precisa mesmo. Precisamos de paz, amor, compreensão. Precisamos de aconchego, acalento, perdão. Frente a tudo isso, só tenho uma coisa a dizer: “Diferente ano novo pra todos”